sábado, 5 de novembro de 2011

Nostalgia


Acordei de um jeito que muito me incomoda,
Sentindo aquilo no peito,
Sentimento desconfortável e um bocado doido.
É, de tudo tenho sentido falta.
Daquelas manhãs que encontrava boa parte dos meus queridos amigos sorrindo para me receber,
Daqueles dias em que era certo se aconchegar no colo de minha mãe quando sentia medo,
Dos dias chuvosos em que as lembranças eram divertidas e não me faziam chorar,
Dos dias ensolarados em que podia sentir o calor dos raios de sol em minha face sem a preocupação com inúmeros afazeres,
De dormir sem hora para acordar e poder ver tv sem me preocupar,
De mergulhar na fantasia de um bom conto que minha avó me fazia escutar.
De ser criança e não ter de pensar no futuro, apenas brincar.
O amanhã, para que nele pensar?
Esse pode esperar.
De ser adolescente e sentir a euforia dos momentos que hoje nem são de tanta importância.
De lutar por ideologias que se quer hoje são lembradas.
Perdidas estão em mínimas memórias.
Acima de tudo sinto falta das pessoas se importando umas com as outras,
Amando umas as outras e sendo verdadeiramente amigas umas das outras.
A nostalgia não é algo bom de cultivar no coração quando dele toma conta.
Ser saudosistas nos faz perder o presente.
Mas, como não sentir falta do que aos meus olhos e a minha memória parece tão melhor.
A correria do cotidiano,
A cobrança diária de nós mesmos e a imensa vontade de acumular bens nos afastam da simplicidade de sermos quem realmente queremos ser.
Acima de tudo sinto saudade de um mundo particular- provavelmente ele nunca transcendeu as barreiras de meu imaginário- mundo esse em que você era aceito pelo que era e não pelo que fingia ser,
Em que sorria não para agradar alguém, mas pelo fato de ter tido vontade de sorrir.
Em que era permitido se emocionar com a dor alheia sem ser julgado de piegas.
É, de tudo tenho sentido muita falta!
Falta daqueles que se permitiam sentir e ser feliz!

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